Trio ligado a líder religioso pedófilo é preso em Manaus na 2ª fase da Operação Mateus 7:15

Denúncia

Investigação desarticulou esquema de exploração sexual e pornografia infantil. Três homens foram presos nesta terça-feira (15) em Manaus, na segunda fase da Operação Mateus 7:15. As detenções ocorreram em bairros distintos da capital amazonense Bairro da Paz, Cidade Nova e Compensa, visando desarticular um esquema criminoso complexo envolvendo estupro de vulnerável, favorecimento à exploração sexual de crianças e adolescentes, e disseminação de pornografia infantil.

A operação foi conduzida pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) e aprofunda as investigações iniciadas em março deste ano, revelando conexões com um líder religioso de 38 anos, acusado de diversos crimes sexuais contra menores. Os três homens presos tinham ligação direta com o líder, integrando um esquema de troca de conteúdo pornográfico e incentivo à exploração sexual.

A delegada da Depca, Maiara Azevedo, comentou sobre o caso em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (16). “As investigações da Polícia Civil só terminam quando não há mais nada a ser apurado. Encontramos indícios que nos levaram a esta nova operação, resultando na prisão desses três homens que usufruíam da pornografia infantil armazenada pelo líder religioso e favoreciam a exploração sexual. Há fortes indícios de que cometeram estupro de vulnerável contra uma criança de 10 anos. Um dos suspeitos negou as acusações, mas temos provas documentais que corroboram as denúncias. Seguiremos trabalhando para entregar ao Ministério Público informações robustas e garantir que todos sejam denunciados e presos por essas atrocidades”, declarou.

Perfis dos presos

A delegada detalhou os perfis dos suspeitos presos nesta fase, enfatizando a gravidade das condutas. As investigações continuam para identificar e prender outros envolvidos na rede criminosa. O primeiro suspeito detido, um homem de 46 anos e pai de duas crianças, iniciou contato com o líder religioso através das redes sociais.

Ele trocava mensagens com o pastor e teria enviado fotos dos próprios filhos. Além disso, permitiu que seus filhos ficassem sozinhos com o líder religioso, durante o qual um adolescente de 12 anos teria sofrido aliciamento.

“O homem confirmou que deixou os filhos a sós com o líder religioso. Se tudo for confirmado, ele vai responder por favorecimento à prostituição e estupro de vulnerável por ter se omitido”, disse.

O segundo suspeito é um homem de 39 anos, porteiro de uma escola e motorista de aplicativo. A delegada classificou sua posição como “muito grave”, pois ele é suspeito de “captar crianças para esse líder religioso”.“O outro suspeito tem 39 anos, é porteiro de uma escola e também trabalhava como motorista. Ele vai responder por armazenamento e compartilhamento da pornografia infantil”, explicou.

O terceiro homem detido é acusado de crimes ainda mais chocantes. Em mensagens trocadas com o pastor, ele admitiu ter cometido estupro contra uma criança de 10 anos e um adolescente de 13 anos.

“O último que conseguimos prender afirma em mensagens trocadas com esse pastor que cometeu estupro contra uma criança de 10 anos e um adolescente de 13 anos. Ele deve responder por estupro de vulnerável e armazenamento e compartilhamento da pornografia infantil”, declarou a delegada.

Recrutamento

Segundo a delegada, o líder religioso encontrava e recrutava indivíduos aleatoriamente, porém estrategicamente.

“Eles são pessoas de locais diversos. Um deles conheceu o pastor durante corrida em carro de aplicativo. Cada vez que ele conhecia alguém que poderia oferecer algo, ele se aproveitava”, explicou.

Essa metodologia demonstra a capacidade do líder de identificar vulnerabilidades e oportunidades para expandir sua rede de exploração. A continuidade da Operação Mateus 7:15 reforça o compromisso das autoridades em combater a exploração sexual de crianças e adolescentes em Manaus. As prisões representam um passo crucial na desarticulação dessa rede criminosa que se aproveitava da inocência e vulnerabilidade dos menores.

Nas mensagens trocadas pelo criminoso onde ele interage com outro infrator, ele cita relações sexuais com uma criança de 11 anos, troca fotos das vítimas e oferece os menores de idade.

Confira:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *